Rapper e pioneiro da cena hip‑hop de Brasília deixa legado de quatro décadas
O rapper Rivas Álibi, referência da cena hip‑hop do Distrito Federal, faleceu neste domingo (5) em Brasília, aos 56 anos, após enfrentar um câncer. A família divulgou a notícia nas redes sociais, destacando a trajetória artística e humana do músico.
O comunicado gerou uma onda de mensagens de apoio de fãs, colegas e instituições que reconhecem sua importância para o movimento urbano brasileiro.
Legado musical e pioneirismo
Rivas, nascido em 27 de julho de 1969, foi um dos nomes que ajudaram a moldar o rap brasiliense nas primeiras décadas. Ao lado do irmão DJ Jamaika, integrou o grupo Álibi, considerado um dos pilares da cultura hip‑hop em Brasília. As rimas e batidas produzidas naquela época abriram caminho para que novas vozes surgissem na capital federal.
Atuação nas artes urbanas
Além das composições, o artista se destacou no breaking, no grafite e em projetos de valorização da cultura de rua. Participou ativamente da criação da Casa do Hip‑Hop de Ceilândia, espaço que preserva a história do movimento e oferece oficinas, eventos e apoio a jovens talentos da comunidade.
Repercussão e futuro da cena
A partida de Rivas Álibi representa uma perda profunda para a comunidade hip‑hop, sobretudo para a região de Ceilândia, que se consolidou como um dos principais polos do rap nacional graças ao seu trabalho. Sua influência atravessa gerações, inspirando artistas que hoje ocupam o cenário nacional. Homenagens e projetos de memória já são planejados para garantir que seu legado continue vivo nas ruas e nos estúdios.