Rapper destaca preconceito institucional apesar do sucesso de Djonga, Matuê e Ajuliacosta
O rapper Thaíde, referência da cena hip‑hop nacional, abriu o Projeto Rap Brasil Podcast para falar sobre a marginalização que ainda acompanha o gênero no país, mesmo com o crescimento de nomes como Djonga, Matuê e Ajuliacosta.
Segundo o artista, o aumento de streams e a presença nas playlists não são suficientes para garantir reconhecimento institucional, e a música continua excluída de grandes palcos e eventos de alcance nacional.
Contexto do desabafo
Durante a entrevista, Thaíde ressaltou que, embora alguns artistas atinjam milhões de ouvintes, a valorização concedida a outros estilos ainda supera a do rap. Ele apontou que a ausência de representantes do gênero em cerimônias como a abertura da Copa do Mundo evidencia um preconceito estrutural.
Preconceito institucional na música urbana
O rapper argumenta que o rap nasce nas periferias como ferramenta de denúncia e, por isso, ainda carrega o estigma de “música marginal”. Essa percepção impede que políticas públicas e grandes patrocinadores enxerguem o potencial econômico e cultural do movimento.
Impacto dos números de streaming
Mesmo com números expressivos nas plataformas digitais, Thaíde afirma que os dados ainda não “falam mais alto” que o preconceito. Ele cita que artistas como Djonga e Matuê conseguem cifras que rivalizam com gêneros consolidados, mas a falta de apoio da mídia tradicional e de eventos de grande porte limita a projeção internacional.
Perspectivas para o futuro
Ao encerrar a conversa, Thaíde reforçou a necessidade de que a sociedade reconheça o rap como expressão legítima da juventude urbana. Ele acredita que, com pressão coletiva e maior visibilidade nas mídias, o gênero pode romper as barreiras impostas pelo sistema e ocupar o espaço que seus números já demonstram.
