K‑pop estreia no Rock in Rio: Stray Kids, Hwasa e NEXZ

Primeira presença do K‑pop no festival celebra cultura coreana
14 de julho de 2026
4 minutos de leitura
Stray Kids
Créditos: Reprodução

O Rock in Rio 2026 marca um ponto de inflexão ao abrir as portas do Palco Mundo para o universo do K‑pop. No dia 11 de setembro, o festival recebe, pela primeira vez em seus 41 anos, três representantes da cena coreana: o boy group Stray Kids, a cantora Hwasa e o projeto NEXZ. A data reúne as primeiras apresentações desses artistas no Brasil, transformando a Cidade do Rock em um ponto de encontro entre duas culturas que, até então, trilhavam caminhos paralelos.

A expectativa vai além da música; fãs de todo o país já compartilham dicas sobre looks, lightsticks e fanchants, criando uma atmosfera que mistura a energia do rock com a estética vibrante do pop asiático. Enquanto o público se prepara para viver esse momento histórico, a organização do festival garante que a experiência seja tão visual quanto sonora, prometendo o maior “lightstick ocean” já visto no evento.

Um marco histórico para o festival e para o K‑pop no Brasil

A inclusão do K‑pop no line‑up oficial sinaliza a consolidação do gênero como força global. Desde a explosão de grupos como BTS e Blackpink, a música sul‑coreana tem conquistado milhões de seguidores no território nacional, mas nunca havia sido representada em um palco de tamanho desse porte. A decisão do Rock in Rio de abrir espaço para Stray Kids, Hwasa e NEXZ demonstra que o festival está atento às mudanças de consumo cultural e reconhece o poder de mobilização das fandoms brasileiras.

Stray Kids lidera a noite: o que esperar do show

Com mais de 10 milhões de visualizações em seus videoclipes, Stray Kids chega ao Brasil carregado de energia e de um repertório que mistura rap, EDM e melodias pop. O grupo costuma apostar em coreografias intensas e em um som que oscila entre agressivo e melódico, o que promete transformar o Palco Mundo em um verdadeiro laboratório de sensações. Além das faixas de sucesso como “God’s Menu” e “Back Door”, a banda costuma incluir momentos de improvisação, permitindo que a plateia participe ativamente da performance.

Hwasa e NEXZ: a diversidade coreana no Palco Mundo

Hwasa, conhecida por sua presença de palco ousada e por desafiar padrões de beleza, traz ao festival um set que mistura R&B, hip‑hop e pop experimental. A cantora tem se destacado por letras que abordam empoderamento feminino e autoaceitação, temas que ressoam fortemente com o público brasileiro. Já o projeto NEXZ, ainda mais recente, aposta em uma sonoridade que mescla trap e synth‑pop, oferecendo uma proposta mais underground que complementa a energia dos demais atos. A presença desses dois nomes amplia a variedade de estilos dentro do mesmo bloco, reforçando a ideia de que o K‑pop não é um monólito, mas um ecossistema rico e multifacetado.

A experiência dos fãs: lightsticks, fanchants e estilo

Para quem já acompanha a cultura coreana, o ritual começa antes mesmo de chegar ao festival. O lightstick oficial de Stray Kids, por exemplo, tem formato de “cubo” que simboliza a identidade do grupo. Quando milhares desses dispositivos são acesos simultaneamente, criam um mar de luz que, segundo Julia Seraphim, do SKZ BR, eleva a energia do show a patamares inéditos. Além disso, os fãs costumam praticar fanchants – gritos coreografados que acompanham cada música – e há guias oficiais disponíveis no YouTube que facilitam a participação de quem ainda não domina as coreografias. O visual também tem seu papel: muitos adeptos escolhem roupas inspiradas nos conceitos de comeback dos grupos, misturando streetwear com peças mais elaboradas, sempre buscando equilibrar conforto e autenticidade.

Além da música: a produção visual e a presença de Alok

O Rock in Rio não se limita à apresentação musical; a produção audiovisual costuma ser um espetáculo à parte. No mesmo dia, o DJ Alok subirá ao Palco Mundo com o projeto Keep Art Human, trazendo uma performance que combina dança, projeções em LED e drones sincronizados. Essa sobreposição de linguagens artísticas cria um ambiente onde o K‑pop e a música eletrônica brasileira dialogam, reforçando a proposta do festival de ser um ponto de convergência cultural. A cenografia, os painéis de LED e a iluminação são pensados para realçar tanto a energia dos artistas coreanos quanto a vibração dos beats de Alok, oferecendo ao público uma experiência imersiva que vai além do som.

Ingressos, zonas exclusivas e dicas de quem já foi

Os ingressos para o dia 11 já estão à venda na Ticketmaster Brasil, com opções que vão do gramado tradicional ao Comfort Zone, área premium com bares e banheiros privativos. Quem busca conforto pode investir na zona exclusiva, que tem preço mais elevado, mas garante uma visão privilegiada do espetáculo. Para quem pretende aproveitar ao máximo, a recomendação das comunidades de fãs é chegar cedo, explorar os espaços de alimentação e, sobretudo, interagir com outros STAYs – termo usado pelos fãs de Stray Kids – para trocar experiências, fotos e, quem sabe, novos amigos. A troca de photocards, SKZOOs e freebies costuma acontecer de forma informal, reforçando o sentido de comunidade que permeia o universo K‑pop.

Com a estreia do K‑pop no Rock in Rio, o festival não apenas amplia seu leque de estilos, mas também celebra a capacidade da música de transcender fronteiras. O encontro entre a energia do rock brasileiro e a vibração coreana promete ficar marcado na memória de quem estiver presente, enquanto abre caminho para novas colaborações e para a consolidação de um público cada vez mais diversificado. O futuro parece apontar para mais noites onde o som das guitarras se mistura ao brilho dos lightsticks, criando uma trilha sonora única para a Cidade do Rock.

Mais lidas da semana