Anezzi lança álbum solo de estreia após hiato

Novo disco de 11 faixas chega com o single "Bolo de Notas"
16 de julho de 2026
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Anezzi
Créditos: Reprodução

Depois de um período longe dos holofotes, o cofundador da NADAMAL, Anezzi, volta ao cenário musical com um projeto que reúne a energia da sua trajetória e a vontade de experimentar novos caminhos. O álbum solo de estreia, composto por onze faixas, foi anunciado oficialmente nesta semana e já conta com o primeiro single, “Bolo de Notas”, que traz participações de Alee e Klisman. A expectativa dos fãs se traduz em streams que já ultrapassam a marca dos milhares nas plataformas digitais.

O nome do disco ainda não foi revelado, mas a escolha de “Bolo de Notas” como porta‑voz da campanha indica que Anezzi pretende misturar humor, crítica social e referências da cultura de rua. A colaboração com Alee, conhecido por suas rimas afiadíssimas, e Klisman, que tem se destacado na cena trap, reforça a ideia de que o trabalho será um ponto de encontro entre diferentes vertentes do rap nacional.

Um hiato que gerou curiosidade

Desde que a NADAMAL anunciou a pausa nas atividades do grupo, a comunidade underground tem especulado sobre os rumos de cada integrante. Enquanto alguns membros seguiram projetos paralelos, Anezzi manteve um perfil discreto nas redes, deixando pistas enigmáticas em stories e pequenos trechos de freestyle. Essa estratégia de silêncio acabou alimentando ainda mais o desejo de ouvir o que viria a seguir.

O intervalo, porém, não foi apenas um período de ausência. Em entrevistas recentes, o artista revelou que aproveitou o tempo para estudar produção musical, aprimorar técnicas de mixagem e absorver influências de gêneros como o jazz e o soul. Essa busca por conhecimento técnico promete trazer uma sonoridade mais refinada ao álbum, sem perder a crueza que caracteriza o rap de rua.

O single “Bolo de Notas” e suas camadas

“Bolo de Notas” chega como um convite para entender a nova fase de Anezzi. A batida, construída em torno de um sample de piano melódico, contrasta com a agressividade dos versos, criando um clima que oscila entre introspecção e celebração. Alee abre a faixa com um flow cadenciado, enquanto Klisman entra na ponte com um verso que mistura referências ao cotidiano das periferias com aliterações que dão ritmo ao refrão.

Nas letras, Anezzi aborda temas recorrentes na sua carreira – a luta por reconhecimento, a importância da comunidade e a necessidade de se reinventar. A metáfora do “bolo” funciona como símbolo de abundância, mas também de fragilidade: assim como um bolo pode desmoronar se não for bem temperado, a cena musical exige equilíbrio entre criatividade e estratégia.

Estrutura do álbum: 11 faixas, 11 histórias

Embora a lista completa ainda não tenha sido divulgada, o artista já compartilhou que o disco será dividido em três blocos temáticos. O primeiro segmento deve explorar a fase de transição, com batidas mais minimalistas que dão espaço à voz. O segundo, mais denso, traz colaborações com nomes da cena trap, reforçando a pegada contemporânea. Por fim, o terceiro bloco promete fechar o ciclo com faixas que mesclam elementos de R&B e soul, indicando uma maturidade sonora.

Essa divisão não é apenas estética; ela reflete a jornada pessoal de Anezzi nos últimos anos. Cada bloco funciona como um capítulo de um diário, onde o artista registra vitórias, dúvidas e aprendizados. Essa abordagem narrativa pode ser comparada a projetos como “Música de Rua” de Emicida, que também estruturou seu álbum como uma história em partes.

Impacto esperado na cena urbana

O lançamento chega em um momento em que o rap brasileiro vive um renascimento comercial e crítico. Artistas como Djonga, Baco Exu do Blues e Filipe Ret têm conseguido ocupar espaços de destaque nas paradas de streaming, ao mesmo tempo em que mantêm a credibilidade nas ruas. A estreia de Anezzi tem potencial para reforçar essa tendência, trazendo um nome já consolidado no underground para o centro das atenções.

Especialistas apontam que a combinação de produção de alta qualidade, letras que dialogam com a realidade das periferias e a presença de convidados de peso pode garantir ao álbum uma boa recepção tanto entre o público de nicho quanto entre ouvintes mais amplos. Além disso, a estratégia de lançar um single com forte apelo nas redes sociais pode impulsionar o engajamento nas plataformas de vídeo, como o YouTube, onde clipes curtos costumam viralizar rapidamente.

Visão de futuro: além do álbum

Anezzi já deixou entrever que o projeto solo não será um ponto final, mas um ponto de partida para novas iniciativas. Em declarações recentes, ele mencionou a possibilidade de montar um coletivo de produção que dê suporte a artistas emergentes, além de planejar turnês em cidades do interior que ainda não recebem grandes shows de rap.

Essa postura colaborativa reforça a ideia de que o rap, enquanto movimento cultural, ainda depende de redes de apoio mútuo. Ao investir em novos talentos, Anezzi pode consolidar seu legado não apenas como rapper, mas como mentor e curador de sonoridades que ainda vão moldar a cena.

Como acompanhar o lançamento

O álbum já está disponível nas principais plataformas de streaming, incluindo Spotify, Apple Music e Deezer. Para quem prefere o formato físico, uma edição limitada em vinil será lançada em parceria com a gravadora independente Rap Brasileiro, que costuma apostar em lançamentos de artistas com forte identidade cultural.

Os fãs podem seguir Anezzi nas redes sociais para acompanhar datas de shows, lançamentos de videoclipes e conteúdos exclusivos que o artista promete divulgar ao longo da campanha. A expectativa é que, nos próximos meses, o álbum receba versões remixadas e colaborações adicionais, mantendo o ciclo de novidades sempre ativo.

Em síntese, o retorno de Anezzi ao cenário solo representa mais do que um simples lançamento; é um marco de renovação para a cultura urbana brasileira. Com um disco que promete unir técnica, mensagem e colaboração, o artista demonstra que, mesmo após um hiato, a criatividade continua pulsando nas ruas e nos estúdios.

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