Favela Sounds anuncia lineup de 10 anos em Brasília

Festival gratuito acontece nos dias 31 de julho e 1º de agosto no Museu Nacional da República, com 19 shows, headliners como Kyan, Valesca Popozuda e Gaby Amarantos, DJs internacionais e tributo a Mr. Catra.
21 de julho de 2026
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Favela Sounds anuncia lineup de 10 anos em Brasília

O Favela Sounds divulgou nesta quinta-feira o lineup completo da sua décima edição, que será realizada nos dias 31 de julho e 1º de agosto de 2026 em Brasília. O festival, que já se consolidou como referência da cultura periférica, chega com 19 shows programados, entrada gratuita e transmissão ao vivo pelo canal oficial no YouTube.nnA celebração da década de existência acontece na praça do Museu Nacional da República, local que já recebeu milhares de fãs ao longo dos anos. A escolha do espaço reforça a proposta de levar a música de favela para o coração da capital federal, sem barreiras de preço ou logística.nn

Headliners e atrações de peso

nEntre os nomes que comandam o palco principal, o destaque vai para Kyan, Valesca Popozuda e Gaby Amarantos. Kyan chega com seu som que mescla rap, trap e batidas eletrônicas, enquanto Gaby Amarantos traz a energia do tecnobrega e do pop carioca. Valesca Popozuda, conhecida por sua presença marcante, assume a missão de homenagear o falecido Mr. Catra em um set especial.nnAlém dos três principais, a cartela inclui DJ Cia, Puterrier, Stefanie, Ciça e Bia Soull, artistas que representam a diversidade sonora das favelas brasileiras. O festival também abre as portas para talentos internacionais: DJ Faizal Mostrixx, de Uganda, e DJ Travella, da Tanzânia, chegam como parte de uma parceria com o festival ugandense Nyege Nyege, trazendo ritmos africanos que dialogam com a batida da periferia.nn

Tributo a Mr. Catra

nValesca Popozuda dedicará um segmento do seu set ao legado de Mr. Catra, ícone do funk carioca que influenciou gerações de artistas. A homenagem promete mesclar clássicos do repertório do falecido com batidas contemporâneas, criando um ponto de encontro entre o passado e o presente da música de favela. A escolha de Valesca para conduzir o tributo reforça a intenção do festival de celebrar figuras que marcaram a cultura urbana.nn

Curadoria e visão dos organizadores

nGuilherme Tavares, diretor artístico do Favela Sounds, explicou a lógica por trás da seleção dos DJs e artistas.

Apesar de seus criadores se distanciarem dessa nomenclatura, a música de favela é muito eletrônica e o DJ é o epicentro dessa produção. Nesta edição, mais do que nunca, quisemos coroar estes profissionais que são os maiores difusores da cultura periférica.

Guilherme Tavares

nnAmanda Bittar, diretora geral, completou a perspectiva ao falar sobre a missão do festival.

No Favela Sounds temos a missão de conectar passado, presente e futuro dos estilos periféricos, evidenciando a lógica produtiva da música de favela e as transformações desses gêneros musicais ao longo do tempo.

Amanda Bittar

nn

Programação paralela: Favela Talks

nEntre 29 e 31 de julho, o evento promove o Favela Talks, uma agenda paralela que reúne debates, rodadas de negócios e showcases. O espaço contará com apresentações de MU540, Japão (Viela 17), Nelson Rufino e o próprio DJ Travella, que tocará no Ordinário Bar e na Birosca do Conic. A proposta é criar um ambiente de troca entre produtores, gestores culturais e artistas emergentes, fortalecendo a cadeia produtiva da música de favela.nn

Impacto e legado do Favela Sounds

nDesde a sua primeira edição, o festival já atraiu cerca de 197 mil pessoas e contou com a participação de 184 artistas de 13 países diferentes. Essa trajetória demonstra a capacidade do Favela Sounds de transformar a cena local em um ponto de encontro global, onde ritmos brasileiros dialogam com influências africanas e europeias. A parceria com o Ministério da Cultura e a Petrobras garante apoio institucional e financeiro, permitindo que a entrada permaneça gratuita e que a produção mantenha alto padrão técnico.nn

Perspectivas para o futuro

nCom a décima edição, o Favela Sounds sinaliza que a música de favela continua em expansão, abraçando novas sonoridades e tecnologias sem perder a raiz comunitária. Os organizadores já insinuam que as próximas edições podem incluir mais espaços de formação e projetos de inclusão social, reforçando o papel do festival como agente de mudança cultural. Enquanto isso, o público de Brasília aguarda ansioso a abertura dos portões no final de julho, pronto para vivenciar mais um capítulo da história da música urbana brasileira.

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