A recente investigação envolvendo Deolane Bezerra ganhou novos contornos após a revelação de que bilhetes encontrados no esgoto de um presídio foram a chave para o início das apurações que a conectam ao crime organizado. Em um episódio do podcast Tubacast, o especialista em segurança Dr. Jorge Lordello expôs como a influenciadora se tornou alvo das autoridades, ressaltando a complexidade do esquema financeiro que a envolve.
As alegações de que a prisão de Deolane seria fruto de uma perseguição devido à sua fama foram refutadas por Lordello. Ele explicou que a análise de depósitos fracionados e a investigação de uma transportadora usada como fachada para lavagem de dinheiro foram determinantes para que a polícia a incluísse em um contexto maior de apurações. O especialista destacou que a situação jurídica da influenciadora se agravou com o avanço dos processos e o indeferimento dos pedidos de liberdade, afirmando que, pelo andamento das investigações, é provável que ela permaneça detida até o final do julgamento.
O ponto de partida das investigações remonta a 2019, quando os bilhetes no esgoto revelaram a existência de um esquema financeiro mais amplo. Anos depois, a análise do celular de Ciro Lopes, identificado como laranja do grupo, trouxe à tona o codinome “Deol B”, registrado em 2022. Lordello destacou que Lopes, que tinha um rendimento formal de salário mínimo, realizou mais de 50 transferências fracionadas para Deolane entre 2018 e 2021, totalizando cerca de R$ 700 mil. Essa movimentação levantou questões sobre a origem dos valores e os serviços prestados por Deolane em troca desses depósitos.
Além das movimentações financeiras, o podcast também abordou o bloqueio de bens de Deolane, que inclui R$ 27 milhões congelados na Operação Vernix e R$ 2,1 bilhões na Operação Integration. A análise policial sugere que a influenciadora é vista como um ponto central na rede de repasses de valores para familiares de líderes do crime organizado. Essa estrutura mais ampla visa desarticular as redes financeiras da facção, o que justifica a manutenção da custódia preventiva de Deolane pela Justiça.
Apesar das evidências apresentadas, Deolane Bezerra nega qualquer associação com atividades ilícitas. A situação continua a se desenrolar, e as repercussões da investigação podem impactar sua vida pessoal e sua carreira como influenciadora.
