Uma tragédia abalou a família do rapper 21 Savage. Seven Shirley, sobrinho do artista, cometeu suicídio aos 14 anos após um disparo acidental que feriu sua irmã, Lyric, de 12 anos. O incidente ocorreu na cidade de Stockbridge, na Geórgia, e deixou a família em estado de choque.
Na tarde de quarta-feira, 22 de julho, Seven acidentalmente atingiu Lyric no pescoço. A jovem sobreviveu, mas precisou passar por três cirurgias para tratar os ferimentos. O desespero tomou conta do garoto, que, em meio ao pânico e à culpa, decidiu tirar a própria vida.
A aquisição da arma, comprada ilegalmente por US$ 200, levantou questões sobre a responsabilidade de quem a vendeu. Segundo a avó de Seven, Sharon Smith, o jovem estava traumatizado pela recente morte de seu primo, DeMarcus Shirley, de 13 anos, assassinado em um tiroteio no início de julho. “Ele provavelmente pensou que iria para a cadeia e que todos o ridicularizariam. Não conseguiu lidar com a pressão”, desabafou Sharon.
A avó, que criou Seven desde os 11 meses de idade, expressou sua dor e a falta que o neto fará em sua vida. “Ele sempre estava ao meu lado, me apoiando. Não havia nada que ele não fizesse por mim”, relembrou, emocionada.
21 Savage, que era tratado como tio de consideração por Seven, prestou uma homenagem ao jovem em suas redes sociais, compartilhando uma foto e expressando seu luto. A tragédia impactou a família e também levantou um debate sobre a segurança das armas e a necessidade de medidas mais rigorosas para evitar que jovens tenham acesso a armamentos.
O caso de Seven Shirley é um lembrete doloroso das consequências que a violência armada pode ter nas famílias. A luta pela justiça e pela identificação do responsável pela venda da arma continua, enquanto a família enfrenta o luto e a recuperação de Lyric.
