Flora Matos revelou nas redes sociais que o próximo álbum está 90% concluído e que a parte visual será desenvolvida com o auxílio de inteligência artificial. A decisão, segundo a própria rapper, nasce da necessidade de conciliar a produção musical com cuidados de saúde física e mental, evitando a pressão de criar clipes tradicionais que poderiam postergar ainda mais a entrega.
Em postagens recentes, a artista explicou que já se encontram nos estágios finais de mixagem e masterização, enquanto lida com um período de duas anos de trabalho intenso no estúdio. “Depois de dois anos internada no studio, ainda estou finalizando os fonogramas e cuidando da minha saúde”, escreveu, deixando claro que a escolha pela IA não é apenas estética, mas estratégica.
Inteligência artificial como solução criativa
A tecnologia será empregada para transformar fotos e frames já existentes em visualizers que representem a “realidade imaginada” da artista. Flora afirmou que, ao invés de produzir videoclipes convencionais, pretende gerar imagens dinâmicas que acompanhem as faixas, mantendo a identidade visual do projeto sem a necessidade de longas gravações em estúdio.
Essa abordagem reflete uma tendência crescente na cena musical, onde produtores e cantores utilizam algoritmos de geração de imagem para criar capas, teasers e até performances ao vivo. O uso da IA permite experimentar combinações de cores, texturas e efeitos que seriam custosos ou inviáveis em produção tradicional.
Como a IA influencia o cronograma de lançamento
Ao optar por visualizers gerados por IA, Flora Matos evita o risco de adiar o álbum para o próximo ano. Ela explicou que a produção de clipes convencionais exigiria mais tempo de estúdio, deslocamentos e equipe, fatores que poderiam empurrar a data de entrega para 2027. Com a inteligência artificial, o processo de criação visual se torna mais ágil e flexível, alinhado ao ritmo já avançado da gravação das faixas.
Além da questão de tempo, a escolha também reduz custos logísticos e diminui a exposição a ambientes que poderiam agravar seu estado de saúde. “Ficar no estúdio gravando filme seria complicado agora; a IA me dá liberdade para concluir o projeto sem comprometer meu bem‑estar”, destacou a rapper.
Pressão para superar “Eletrocardiograma”
O novo trabalho carrega a expectativa de superar “Eletrocardiograma”, álbum de 2017 que consolidou Flora Matos como uma das vozes mais influentes do rap nacional. Em entrevista de 2025, a artista já havia declarado que o próximo disco seria ainda mais ambicioso, um objetivo que parece estar guiando cada decisão criativa atual.
Essa referência ao passado cria uma camada extra de pressão, mas também serve como motivação para que a produção continue refinada. A artista descreve o processo como “trabalhar 60 faixas para chegar a 40”, indicando um filtro rigoroso de qualidade que, segundo ela, será refletido tanto na sonoridade quanto nos elementos visuais gerados por IA.
O que os fãs podem esperar dos visualizers
Flora Matos ainda não revelou se haverá visualizers estáticos ou animações mais elaboradas, mas prometeu envolver o público na escolha. Em um dos tweets, ela perguntou: “O que vocês preferem?”, indicando que a comunidade terá voz na definição final do formato visual.
Independentemente da forma, a expectativa é que as imagens criadas com IA tragam uma estética futurista, alinhada ao tema de inovação que permeia o álbum. Os fãs podem esperar cores vibrantes, efeitos de glitch e composições que dialogam com as letras introspectivas da rapper, criando uma experiência imersiva que complementa a música.
Com o álbum quase pronto e a estratégia visual já delineada, Flora Matos demonstra que é possível adaptar processos criativos às demandas de saúde e tecnologia sem perder a essência artística. O próximo lançamento promete não só reforçar sua posição na cena do rap brasileiro, mas também abrir caminho para novas formas de produção visual no gênero.
